PROJETO GESTANTE E SHANTALA


Massagem para gestantes

“O centro de gravidade da mulher desloca-se para a frente. A curvatura lombo-sagrada acentua-se e para manter o equilíbrio, acentua-se também a curvatura da região cérvico-dorsal. Como resultado, a região lombar encontra-se sobre grande pressão, provocando desconforto e dor. Associados a este desconforto, o stress e a ansiedade acumulam tensão, originando um mal-estar generalizado”.

Qual a finalidade da massagem?

A gravidez é sem dúvida um período muito especial na vida da mulher. É preciso ter consciência que muita coisa vai mudar no corpo, na mente e no dia-a- dia da futura mamãe!

O processo terapêutico da massagem é direcionado ao evento da gestação, no sentido de acolher e oferecer segurança para a futura mamãe e seu bebê, promovendo o equilíbrio e o bem-estar (físico e energético), colaborando assim para uma gravidez tranqüila e uma experiência de parto muito positiva.


BENEFÍCIOS DA MASSAGEM:
• Facilita o processo psicológico da gestação, por fortalecer o organismo da grávida;
• Promove a consciência corporal;
• Alivia a sobrecarga e dor nas articulações e estruturas musculares;
• Alivia e reduz as dores no pescoço e nas costas, causadas por postura inapropriada, fraqueza muscular e desequilíbrio;
• Promove suporte emocional e físico;
• Facilita o realinhamento estrutural da coluna;
• Auxilia a circulação de retorno venoso dos membros inferiores;
• Alivia e reduz os edemas das mãos e pernas;
• Reduz os episódios de cãibras;
• Desenvolve a consciência sensorial necessária para o processo do parto.

Shantala
Shantala é uma massagem indiana milenar, tão antiga que não se sabe precisar a sua origem.

É muito comum na Índia encontrar em ruas e praças públicas mães massageando os seus bebês, como num hábito cotidiano de cuidado e carinho. Foi assim, ao acaso que a massagem foi descoberta pelo médico ginecologista e obstetra francês, Dr. Frédérick Leboyer.

Numa de suas viagens à Índia, ele avistou uma jovem mãe massageando o seu bebê numa rua de Calcutá. Maravilhado com a cena, pediu a mãe que se deixasse ser fotografada. E assim a técnica foi trazida para o Ocidente e a massagem que até então não tinha nome, recebeu o nome de Shantala, esse era o nome da jovem mãe.

Desde então, a Shantala vem se tornando cada vez mais popular, por proporcionar relaxamento, bem-estar e ampliar o contato com o bebê, fortalecendo o vínculo afetivo mãe-pai-bebê.

A Shantala é realizada com o bebê desnudo, sobre as pernas estendidas da mãe, num local tranqüilo e aquecido. Pode-se usar óleo para facilitar o deslizamento das mãos.

A massagem dura de 15 a 30 minutos, dependendo da idade do bebê e aceitação ao toque. A partir de 1 mês de vida os bebês já podem receber a Shantala, respeitando-se apenas a cicatrização umbilical e a sensibilidade da pele do bebê. Pode-se iniciar a Shantala em qualquer faixa etária e deverá ser realizada até que ambos queiram.

A massagem consiste em movimentos lentos, suaves compressões e alongamentos passivos por todo o corpo do bebê, tais como: peito, braços, mãos, barriga, pernas, pés, costas e rosto. Os movimentos devem ser feitos com firmeza, aumentando naturalmente a pressão dos dedos. Os movimentos são sempre feitos do centro para as extremidades ou de baixo para cima. E deve-se começar sempre no lado esquerdo e acabar no lado direito, pois segundo a medicina oriental este é o sentido da energia no corpo humano.

Neste tipo de massagem é comum utilizar-se óleos vegetais puros e naturais ligeiramente aquecidos. O óleo funciona como um ótimo condutor de movimentos, evitando atritos na pele sensível do bebê.

No final da massagem, deve-se dar um banho no bebê de modo a proporcionar a continuidade do efeito de relaxamento pretendido.

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